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Federação condena agressão do Governo RC e questiona “aumento desenfreado de impostos”

Não é novidade o arrocho fiscal que vem imposto pelo governador Ricardo Coutinho, tornando a Paraíba um dos Estados com a maior carga tributária do País. Mas, agora, além do arrocho, o governador instalou um regime de retaliação contra empresários paraibanos, por se queixarem da carga e defenderem um diálogo com o Governo.

Durante o feriado, a CDL (Câmara dos Diretores Lojistas) de Campina Grande emitiu nota, pedindo a abertura diálogo com o governador para debater mais uma imposição fiscal, de impor o CPF dos consumidores em compras de valor igual ou superior a R$ 500, sob pela de multa de R$ 463. Mas, em vez de atender ao pedido de diálogo, o governador escalou auxiliares para insinuar que os empresários estavam defendendo sonegação fiscal.

Em revide, a Federação das CDLs do Estado emitiu nota, repudiando a truculência do Governo, e pedido respeito com os empresários que geram empregos e rendas para o Estado. “Nos sentimos atingidos com as acusações levianas de quem deveria entender que defendemos o diálogo e o bom entendimento entre o setor público e o privado”, diz a nota, assinada por José Lopes Neto, presidente da Federação.

CONFIRA A ÍNTEGRA…

O Movimento Lojista paraibano recebeu com muita indignação as palavras ditas pelo assessor do Governo do Estado (diga-se porta-voz não oficial) acusando a CDL Campina Grande de defender a sonegação de impostos, quando na verdade o que a entidade busca, assim como as demais que integram a Federação das CDL´s da Paraíba, é que o governador Ricardo Coutinho abra mão da cobrança de multa aos empresários do varejo que, por algum motivo, deixarem de colocar o número do CPF na nota fiscal do consumidor eletrônica (NFC-e).

Nos sentimos atingidos com as acusações levianas de quem deveria entender que defendemos o diálogo e o bom entendimento entre o setor público e o privado. Ao invés disso, buscou agredir com palavras homens e mulheres de bem que trabalham honestamente para arcar com a pesada carga tributária, gerar e manter empregos mesmo diante de um momento de dificuldade e incertezas econômicas vividas pelo Brasil e que tem afetado todos os setores produtivos.

A multa é um abuso, assim como a cobrança de R$ 0,03 por cada nota emitida nas vendas do varejo. Como resultado do aumento desenfreado dos impostos pelo qual o atual governo optou o que haverá é o encarecimento dos produtos, a diminuição das vendas e das receitas, ocasionando o desemprego. E não é exagero! De acordo com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED), do Ministério do Trabalho, “de janeiro de 2015 a março de 2017 a Paraíba fechou 5.584 vagas de empregos somente no comércio”.

A população paraibana e os milhares de empreendedores que representamos do litoral ao sertão precisam saber: apesar das inúmeras tentativas da nossa parte, o governador da Paraíba não recebe os dirigentes lojistas para dialogar. Sua gestão resolveu adotar um regime autoritário e sem espaço para os setores que defendem a sociedade.

A intenção da FCDL sempre foi de apesentar sugestões que visam o desenvolvimento econômico do Estado com medidas que incentivam o recolhimento de tributos sem que isso pese no bolso dos empresários do varejo. Talvez se tivesse nos ouvido não estaria aplicando decretos tão pesados como os já citados mais a cima.

Mesmo diante da recusa, continuaremos tentando debater esses e tantos outros assuntos dos quais defendemos. Acreditamos que antes do término do seu mandato, o governador irá dispor de tempo para conversar com a classe empresarial.

Por fim, pedimos que os assessores do atual aprendam a respeitar uma entidade com mais de cinquenta anos de história de luta em defesa dos maiores geradores de emprego e de receita no Estado da Paraíba. Os empresários do varejo.”